quinta-feira, 7 de junho de 2018

"Podem deixar as mães em paz por favor?!?"

#@ A maternidade é a melhor coisa do (meu) mundo, não haja dúvida, mas, ao mesmo tempo, não consigo deixar de pensar (e sentir) que é cada vez mais "duro" ser mãe - apesar de vivermos rodeadas de "engenhocas", que se diz existem para simplificar e facilitar a vida de todas as mães.

Desde monitores que apitam se o bebé não respira; intercomunicadores com vídeo, que nos permitem ver todos (e mais algum!) movimentos dos nossos filhos; espreguiçadeiras que embalam sozinhas; iogurtes que não precisam de frio; copos e pratos que não "tombam" nem entornam; berços que parecem autênticos "ferraris"; carrinhos de passeio que se "transformam em malas"; bonecos que falam;... E mesmo assim, dou por mim a pensar em como é difícil, solitário e assustador ser mãe...

E digo isto, não só por todos os desafios e pelo receio do desconhecido (a maternidade vai-se vivendo um dia de cada vez; não há dois dias iguais!), mas sobretudo pela falta de empatia e solidariedade que existe entre mães (e mulheres!) pelo mundo fora... É, entre nós, que nascem mais críticas, juízos de valor, "apontares de dedos"... E "vejo-o" cada vez mais nas redes sociais; sobretudo em grupos de mães, que deveriam ser de apoio, troca de experiência e aprendizagem, mas que acabam por funcionar como verdadeiros "campos de batalha", onde a regra é atacar...

Online conseguimos "descobrir" vidas ideais; famílias perfeitas, que têm filhos educados, bem comportados e que não choram, gritam nem fazem birras; não se sujam nem andam despenteados; só sorriem e dão miminhos. Dormem a noite inteira; comem sempre a sopa toda e os legumes; e não é preciso repetir algo duas vezes; ouvem sempre tudo à primeira.
São exatamente "estas mães de família" as primeiras a "cair-nos em cima" se, por algum acaso, dizemos que o nosso filho comeu dois rebuçados ou que os deixamos provar uma gota de sumo... Com as suas ideias testadas quase com "precisão científica", massacram-se umas às outras, como se  disputassem entre si o troféu de mãe do ano... Não é "bonito de ser ver", nem tem sentido nenhum, inferiorizar outras mães só porque não pensam da mesma forma; cada família é diferente e vive feliz à sua maneira - será que podemos respeitar isso?!?

Já não basta a "pressão" que a sociedade "impõe" às mães: parto normal ou cesariana; amamentar ou não; "prazo de validade" para engravidar; ser mãe a tempo inteiro ou mãe que trabalha fora; idade do bebé ir para a escolinha; alimentação e rotinas; e os tão conhecidos "bitaites" que vamos ouvindo (sem pedir!) no dia-a-dia, e que chegam de toda a parte... Ainda têm de ser "massacradas", por quem vive o mesmo; passa pelo mesmo; sofre o mesmo; e "joga na mesma equipa": as outras mães...

Pessoas que "gostam tanto de apontar o dedo": deixem as mães serem mães - opinem menos e respeitem mais. Não julguem tanto; criem empatia e sejam solidários. Sobretudo vocês mães, que gostam tanto de "infernizar" outras mães... 
Mães: nunca esqueçam que mães perfeitas não são reais e que mães reais não são perfeitas. Estamos a dar o nosso melhor. Todos os dias. Sem hesitar. Para sempre.

Mais alguém se quer juntar a mim e "pedir por favor" que deixem as mães em paz? Quem se revê neste post? Sintam-se à vontade para partilhar experiências (boas e más); "sou toda ouvidos".

Até ao próximo post!

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@Mamã do @Bazar @#

2 comentários:

  1. Bebiana [BabyCandme]7 de junho de 2018 às 21:52

    Sou mãe há 4 meses e 18 dias, da minha princesa Clara (visite o blog sapo "BabyCandme") Estou em licença de maternidade até ao dia 20 deste mês e ainda há uns dias no supermercado uma senhora que conheço passou por mim e perguntou: " Bebiana, já acabou o bem bom?". Fiquei com vontade de lhe dizer umas quantas pela cara fora, mas limitei-me a responder: "Ainda não, mas quando acabar se quiser aviso-a". A mulher ficou com uma cara e eu fiquei super chateada! "Bem bom..." enquanto continuarmos a achar que ficar uma miséria de 5 meses em casa com os nossos bebés como "bem bom" vai haver sempre uma falta de respeito para com as mamas!

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  2. Tens tanta razão....
    Em tempos tive em grupos de mães e desisti. Não há pachorra! As mulheres são tão más!!! Não só online, na realidade também! Lembro-me que gravida do Diogo andava de metro todos os dias e as únicas pessoas a cederem o lugar eram: homens!!

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