segunda-feira, 1 de junho de 2020

"Já não aguento! Por favor parem..."


#@... de desvalorizar o perigo de contágio; de criticarem quem tem medo de estar em espaços cheios de gente; de sair sem se protegerem e aos outros.
Como é que há quem ainda não tenha percebido que o seu comportamento; que as suas decisões e a sua não preocupação com as regras de higiene respiratória e de distanciamento, não prejudicam só a si próprio, mas sim aos outros?!?

É que o Covid 19 está entre nós. É real. É perigoso. Altamente contagioso. E não, não é só uma gripe. Por favor, de uma vez por todas, parem de o dizer e tenham consciência do que é!

Não consigo compreender as pessoas que desvalorizam e desdramatizam a gravidade do Corona Vírus. 
Não consigo compreender como as pessoas em quarentena, supostamente obrigatória, violam esta obrigação, pondo-se em risco a si e aos outros.
Onde está o respeito? O civismo? O cuidar de mim, dos meus e dos  outros?
Onde está o dever de proteger quem nos rodeia, a obrigação de ser consciente e responsável?
Não consigo aceitar as pessoas que me dizem "esquece isso! - é só uma simples gripe. Não vou deixar que isso me tire o sono!".
Acordem para a vida pessoas!
O vírus circula pelo mundo. O vírus é real e já infetou milhões de pessoas.
O vírus é perigoso; não se conhece na totalidade as suas implicações; não se sabe ainda o que podemos ou não esperar dele.
Mas uma coisa é certa: não é uma simples gripe!

Por favor cuidemo-nos. 
Por favor respeitemo-nos.
Vamos seguir as recomendações e lavar as nossas mãos constantemente; tossir para os braços; deitar fora os lenços descartáveis após nos assoarmos; evitar espaços cheios de gente; não dar beijinhos nem abraços; usar máscara nos locais fechados; e até em espaços abertos, se não for possível cumprir as distâncias de segurança - mal não faz. Antes pelo contrário.
Por agora, vamos usar o nosso tempo a fazer o que realmente importa: cuidarmo-nos e cuidarmos de quem nos rodeia, sem comportamentos de risco, sem ignorar a gravidade da situação que o mundo inteiro está a viver e enfrentar.
Por favor vamos todos fazer a nossa parte e contribuir o melhor que sabemos/podemos, mesmo que isso passe por evitar o contato próximo com os que amamos, e que estão inseridos em grupos de risco, o tempo que for necessário.

Desculpem este desabafo, mas não podia deixar de o fazer.
O blogue não retrata só a nossa vida real; é também o "nosso (meu e vosso) espaço virtual", pelo que me sinto na obrigação de vos deixar o alerta 💖.
Tenho fé que se todos fizermos a nossa parte, iremos conseguir dar a volta. Juntos. Com civismo. Respeito. Consciência.

Somos fortes. Acredito que vamos conseguir ultrapassar este grande desafio.
JUNTOS.
Força a todos nós.
Sintam-se à vontade para se juntarem a mim e desabafar. 
"Aqui" somos "todos ouvidos".

Até ao próximo post!

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@Mamã do @Bazar @#

sexta-feira, 29 de maio de 2020

"Mamã, não tenhas medo de eu voltar à escola"

#@ Se dúvidas houvesse de que os filhos sentem e percebem tudo o que nos preocupa, mesmo que à sua frente tentemos disfarçar; mesmo que muitas vezes não o digamos em voz alta; e mesmo que continuemos a sorrir apesar de "cá dentro" ir um turbilhão de emoções, elas teriam desaparecido por completo depois da conversa de hoje...

Dia 01 de Junho marca o regresso à "normalidade" (?!?) de milhares de crianças dos 0 aos 6 anos - creches e jardins de infância reabrem para receber os baixinhos e baixinhas, e, acredito, que muitos pais (como nós cá em casa) que não têm possibilidade de teletrabalho, nem "rede de suporte" (amigos, familiares) com quem os deixar, estejam apreensivos; preocupados; assustados - pelo menos nós estamos...

"À conta" dos horários e trocas do senhor cá de casa, a Mariana só regressará na semana de 08 de Junho, em princípio nesse dia ou dia 9. 
Essa semana será mais curta (dois feriados) pelo que também teremos possibilidade de a manter em casa esses dois dias. 
De resto, o que tentaremos fazer, é que nas folgas do pai fique em casa - vale o que vale, mas esperamos que tudo corra pelo melhor...
Por mais que evitemos demonstrar a nossa preocupação e apreensão à frente da Mariana, a verdade é que do alto dos seus 6 anos (e penso que desde sempre!), apresenta uma elevada perspicácia e capacidade de interpretar e perceber o que me apoquenta, inquieta, entristece - de acordo com ela, é porque "viveu na minha barriga e isso torna a ligação dos filhos às suas mamãs muito especial, por isso sabem e sentem tudo" ❤.
Portanto, era de esperar que desta vez não fosse exceção...

Assim, estávamos as duas sentadas no sofá, ambas caladas, a ver e ouvir desenhos animados na televisão, quando ela, do nada me diz: "mamã, eu sei que estás preocupada porque vou voltar à escola e o bichinho continua a andar por aí, mas eu sei que vai correr tudo bem. Não tenhas medo. Confia em mim. Eu sou corajosa como tu e vou dar o meu melhor. Tu e o papá saem para trabalhar e eu saio para a escola. Somos os 3 corajosos. E vai correr tudo bem!"


Fiquei sem palavras. E de lágrimas nos olhos. 
Só consegui sorrir e abraçá-la bem forte.
Desejei com todas as minhas forças que fosse verdade. 
Que a Mariana tenha razão, e que tudo vá correr bem.
Só que, o que me vai no coração, e na cabeça, é totalmente diferente. 
Apesar de não o ter exteriorizado... 
Mas isso, fica para outro desabafo, para outro dia, noutro texto... 

Como vai ser aí em casa: os vossos baixinhos e baixinhas também vão regressar à escola ou conseguem mantê-los convosco? 
Como se estão a organizar? 
E, mais importante de tudo, o que estão a sentir e como estão a reagir a esta situação?
Felizmente, a Mariana ainda ficará com o pai mais uma semana, mas depois terá de voltar... E isso está a deixar-me apreensiva demais, perante o aumento do número de casos a que estamos a assistir...
Contem-me tudo; "sou toda ouvidos", como sempre.

Espero-vos no próximo post.

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quarta-feira, 27 de maio de 2020

"Pandemia: dois pais a trabalhar e uma criança em casa"

#@ Yep, este título espelha a situação que se vive cá em casa desde 16 de Março passado, e acredito que esta seja a realidade que se vive em milhares de casas por Portugal inteiro.

Quem nos acompanha através da página de facebook do blogue sabe que, desde o início da pandemia, quer eu, quer o senhor cá de casa, nos mantivemos a trabalhar, fisicamente (ambos sem possibilidade de teletrabalho...) num esforço familiar tremendo, em que eu recorria ao apoio na semana em que ficava com a Mariana e ele trabalhava todos esses dias/noites a 12 horas (havia alturas que praticamente não falávamos sequer...), para que, na semana seguinte, quando eu regressasse ao trabalho, ele ficar com ela, juntando folgas, e com a ajuda e compreensão dos colegas, que aceitaram as trocas e compreenderam a situação.

Sem família perto, e com os avós em grupos de risco, não nos restaram grandes alternativas.
Não nos sinto mais ou menos do que ninguém por ser assim: as coisas são como são, e resta-nos saber lidar com elas da melhor forma que conseguimos, tentando proteger ao máximo a Mariana, apesar de "andarmos os dois na rua", e transmitir-lhe paz e tranquilidade, na medida do possível (o que nem sempre fconsegui, confesso!).
Acredito que milhares de famílias tenham vivido o mesmo. 
Se é/foi fácil? Não, de todo.
Se havia alternativa? Nop.
Se gostávamos que fosse diferente? Claro que sim.
Mas, teve de ser assim, e, modéstia à parte, acho que estivémos à altura, apesar de ter havido dias/situações de loucos 😜.

A partir de dia 8 de Junho, irá iniciar-se outra "aventura": o regresso da Mariana à escola. E confesso que estou assustada, apreensiva, receosa... 
Graças às trocas do pai, na próxima semana ainda conseguimos que fique em casa, mas a partir de dia 08-06, regressará...
E eu não sei como será... Mas isso, fica para outro texto...
Como foi aí em casa: conseguiram ficar em teletrabalho ou recorreram ao apoio do Estado? 
Alguém em layoff? 
Ou tinham familiares (sem ser grupos de risco) com quem deixar os baixinhos e baixinhas?
Contem-me tudo; sem julgamentos - estamos "aqui" para nos ouvirmos uns aos outros.

Até ao próximo post!

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quinta-feira, 7 de maio de 2020

"Não tens medo de tocar nas coisas?"



#@ Efetivamente, a vida dá muitas voltas. Imensas. Milhentas. Infinitas. E prega-nos partidas e rasteiras, quando menos esperamos; mostrando-nos o que realmente importa, e que ainda não nos tínhamos apercebido...
O Covid19 pôs o mundo em estado de alerta. Mudou completamente a nossa forma de estar, de reagir, de viver, de conviver, de sentir...
"Roubou-nos" algo que muitos de nós (eu incluída!) tomávamos como garantido: a nossa liberdade - de poder circular; estar, abraçar, sentir e tocar os nossos; os que mais amamos. Essa é, sem dúvida alguma, uma das coisas que mais me custa e dói: não poder estar e abraçar os meus, especialmente os meus pais - um dos meus maiores portos de abrigo ❤...

Eu sou uma pessoa muito afetuosa e dada. 
Quem me conhece sabe que gosto imenso de falar, conviver, rir. 
Aliás, sou muito expressiva, e quando falo, mexo imenso as mãos, faço caretas e expressões, e valorizo o toque - um passou bem, um abraço, um beijo, um gesto de conforto, de força, de empatia, de apoio.
Por isso, além do medo e saudades, uma das maiores dificuldades que estou a sentir é o não poder tocar - pelo receio e pelo risco de contágio.
Também vos acontece?

Sair de casa tornou-se um ritual "assustador", digamos assim: máscara, luvas, distanciamento, não toca em nada, tocaste desinfeta as mãos, ai a viseira, não te esqueças do gel desinfetante, tosse para o cotovelo, deslcalça-te antes de entrar em casa, põe a roupa toda para lavar, não bejes a menina enquanto não tomares banho e te desinfetares, muito cuidado no multibanco, não andes de transportes, limpa bem o carro, leva as máscaras e os filtros,...
Psicologicamente, a carga emocional de algo que antes víamos como bom e que nos fazia sentir bem, tornou-se em algo aterrador e cheio de "ses"... 
Embora acabe por ser intuitivo ter estes cuidados todos, porque acabam por se integrar na nossa rotina diária (se nos dissessem há dois meses e meio atrás que seria assim, não acreditaríamos!) - e são a única forma de nos protegermos a nós e aos outros, tenho de ser realista: o receio de tocar tornou-se uma presença constante - seja em pessoas, seja em coisas ou animais.

Por isso, respondendo à pergunta que me fizeram, e que deu origem a este texto, sim, tenho medo de tocar. 
E entristece-me que a única forma de nos mantermos seguros; de nos protegermos uns aos outros; de evitar o contágio; e de conseguirmos ultrapassar (ou evitar) este vírus, sejam o distanciamento social, o resguardo social e todas as respetivas protecções - máscaras, viseiras, luvas...

Dói-me ainda mais a reclusão a que os nossos filhos e pais estão sujeitos, e o estarem (estarmos) privados uns dos outros. Mais do que tudo, dói-me isto.
E a vocês, o que "vos dói mais" que o Coivd 19 vos tenha tirado?
Sintam-se à vontade para desabafar; além de fazer bem, sou "toda ouvidos".

Espero-vos no próximo post!

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segunda-feira, 4 de maio de 2020

"A festa dos 6 anos da Mariana"

#@ Apesar do dia de aniversário ter sido a 5 de Março, este ano a festa foi no dia 8 de Março, portanto festejos a dobrar: seis anos da Mariana e Dia de todas as Mulheres do mundo (no fundo, o nosso dia é todos os dias, mas já que assinalaram a data, não podíamos deixar passar em branco ❤).

Como partilhei convosco em Fevereiro (ler ou reler aqui), este ano, as preocupações na hora de escolher um espaço para a festa foram várias:

- os divertimentos que oferece (que tentei que fossem do agrado de "gregos e troianos", pois há crianças de idades distintas, e meninos e meninas que têm gostos diferentes uns dos outros;

- dimensão do espaço e se os pais dos meninos e meninas convidados podiam ou não estar presentes, assim como alguma família mais próxima, durante a festa (e "aqui" podem 😉!), para que podessemos conviver todos descontraidamente que tão bem faz a todos;

- disponibilizar o serviço como um todo (bolo, decoração, diversão, animação, comida - para não ter de estar a preocupar-me com diferentes fornecedores, e atrasos, e imprevistos!); a um preço do tamanho das nossas carteiras; que não ficasse muito longe da nossa área de residência; e que a Mariana gostasse claro!;

 - dimensão do espaço - amplo, luminoso, moderno.

E, confesso, que não podíamos estar mais satisfeitos e felizes com a escolha que fizemos.
A festa de aniversário foi n'O Balão do João, localizado na Amadora, sendo que optamos pelo "pack" que contempla lanche para as crianças; decoração simples; bolo de aniversário e discoteca, bem como todos os divertimentos disponibilizados pelo espaço (trampolim; insuflável; mini campo de futebol; espaço de leitura; cantinho das princesas; cantinho com quadros e giz; vários cantinhos de descanso para os pais, ao longo do espaço; matraquilhos; televisão; máquina de café; casas-de-banho; cantinho com frigorifico e microondas).
À parte levamos as lembranças e alguma comida para os pais, assim como as capsúlas de café.

Foi uma manhã (10h30 às 13H) super divertida, alegre e cheia de gargalhadas.
Vejam as fotos abaixo:
O conjunto de vestidos a condizer que fez sucesso é de Puzzle Family
 
A supresa maior, foi quando a Lady Bug chegou para animar a festa, com pinturas faciais e muitas brincadeiras, perante uma Mariana atónita :P.
Obrigada Marshmallow e Festas.Party pela ajuda <3.
Saibam mais sobre as duas marcas aqui e aqui.
Vejam só:
Optámos por fazer a festa de manhã, uma vez que temos família que veio de Viseu e tinha de regressar a casa durante a tarde de domingo. Além disso, pais e crianças puderam aproveitar a tarde em família e descansar um pouco antes da chegada de mais uma semana.

Falando sobre o espaço: tem 220m2, com áreas dedicadas aos mais pequenos e aos mais crescidos, nomeadamente, área de bebés; trampolim; insuflável; campo de futebol; área de jogos; matraquilhos e área de princesas, com roupa e acessórios de menina.
Existe ainda a possibilidade de criar uma discoteca com as músicas preferidas, pois tem uma coluna de som.
Garanto-vos que os baixinhos e baixinhas adoram esta supresa no final. Foi um sucesso :).
Podem saber mais sobre O Balão Do João aqui.

As lembranças para os amiguinhos ficaram a cargo da RuRaLa, e não podia ter ficado mais feliz. Aliámos a escolha da Mariana - Lady Bug, a algo que mostrasse o quanto gostamos e agradecemos aos amigos e família que estiveram connosco.
São mesmo lindas, não são :)?
Saibam mais sobre a marca aqui.

Para assinalar o dia da mulher, preparámos uma supresa para todas as presentes, em conjunto com alguns dos espaços / marcas, que gostamos e admiramos:

Pharmalírios ofereceu um saquinho com "muitos miminhos" - amostras de alguns dos produtos e marcas que uso e recomendo, bem como um voucher para uma massagem de relaxamento.
(Podem saber mais aqui).
Festas Party e Loja da Criança ofereceram cartões de acumulação de desconto, a usar em compras nas várias lojas das marcas.
(Podem saber mais aqui).
Personal20 ofereceu um voucher para uma sessão experimental, com validade até 30/04/2020, e com o custo de 10 euros, em vez dos habituais 25 euros.
(Podem saber mais aqui).
Em suma, foi uma manhã em cheio, repleta de tudo de bom.
Agradeço a todos os que contribuíram para que este fosse um dos dias mais mágicos da vida da Mariana. O vosso carinho, empenho, tempo e dedicação foram maravilhosos.
Bem haja!

Até ao próximo post!

Nota: fotos aniversário by Piccola Stories

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@Mamã do @Bazar @#

sexta-feira, 24 de abril de 2020

"Mamã, é feio ter medo?"

#@ MEDO. Uma palavra que ouvimos muito ultimamente. 
É mais do que legítimo senti-lo, não digo que não (eu também o sinto!), mas estamos constantemente a ouvir esta palavra no nosso dia a dia; demasiadas vezes; de ntal forma que até já temos medo de a ouvir (perdoem o trocadilho 🤗...).

Sempre fui a favor de exteriorizarmos os nossos sentimentos; de que devemos falar abertamente das coias boas e más; do que nos apoquenta e preocupa; do que temos dúvidas; do que nos faz ficar tristes - cresci assim, e tento incutir o mesmo à Mariana: que não deve ter medo de perguntar nem de falar, sobretudo, em casa, com os pais, que são os seus maiores amigos, e que a vão amar sempre e ajudar em tudo, aconteça o que acontecer.

Mas, a verdade é que, face ao que estamos a viver, e por mais que tentemos "disfarçar", ou evitar ver notícias quando os nossos filhos estão presentes, eles têm a capacidade de perceber e sentir tudo, sobretudo o que não dizemos e/ou tentamos disfarçar.
E, eu sou sincera, por mais que a tente "poupar", ela apercebe-se que "o medo anda no ar". E anda mesmo. Porque eu também o sinto, e vejo no rosto de muitas das pessoas que encontro no dia-a-dia.

Por isso, ontem, quando a Mariana me perguntou:
"Mamã, é feio ter medo?" 
A minha resposta imediata foi: 
"Não filha. Não deves ter vergonha do que sentes. Nem hoje nem nunca. A mãe também tem medo, mas temos de acreditar que vai correr tudo bem. Ter fé. E bons sentimentos no coração.".
A Mariana sorriu, abraçou-me e disse: "mamã, eu  não sei o que seria da minha vida sem ti. Obrigada por me ajudares sempre. Adoro-te".

❤.

Mais do que nunca, é muito importante ouvir, ajudar e acalmar o coração dos nossos baixinhos e baixinhas. Porque se para nós é díficil, para eles ainda mais. Muito mais.

Como estão os vossos pequeninos a lidar com esta situação?
Alguns momentos mais complicados que queiram partilhar?
Sabem que estamos todos juntos, e que "somos todos ouvidos".

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terça-feira, 21 de abril de 2020

"Desabafo de uma mãe em pandemia"

#@ O dia 13 de Março mudou tudo. Abalou tudo. Mexeu com o nosso mundo. Mexeu com a nossa vida. Com as nossas certezas. Com o nosso quotidiano. E nada voltará a ser como antes. Pelo menos é assim que me sinto e vivo o momento que estamos a atravessar.

Algo tão simples como um abraço; um passeio ao final do dia; uma corrida; um pequeno-almoço na pastelaria do bairro; uma viagem até Viseu, iria ser-nos "tirado" de forma tão inesperada; tão abrupta; tão violenta...
A nossa liberdade, tão nossa, tão impensável que a pudessemos perder...
Os nossos rendimentos, reduzidos de repente; alguns em teletrabalho, aulas e filhos ao mesmo tempo; empresas fechadas; negócios familiares em risco; setores de atividade encerrados; economia congelada.
Medo. Muito medo. Receio. Anseio. De ficarmos doente. De podermos contagiar e/ou ser contagiados. Do futuro incerto. Do desconhecido.
Saudades. De ver os nossos. Estar com os nossos. Abraçá-los. Dar e receber colo. Senti-los.
Vontade de sair e deixar os nossos pequeninos sair. De sentirmos o vento. A chuva. Os pés descalços no chão. De correr. De caminhar. De passear...
Mas, temos de ser (e somos!) fortes. Por nós e pelos nossos. Acreditar que tudo vai ficar bem. Ter esperança. Fé. Motivação. Positivismo no coração. Todos os dias...

Como sabem, tanto eu como o pai temos estado à semana a acompanhar a Mariana, uma vez que os nossos setores de atividade de mantêm em funcionamento: segurança privado e empregada bancária. 
Os avós não são opção: os meus pais a chegar aos 70 e a minha mãe asmática; o meu sogro a chegar aos 65 e o meu cunhado a trabalhar no Hospital de Viseu, sendo que mandar a Mariana para Viseu nestas condições não é viável (além do que estar a mais de 300km de distância dela em tempo de pandemia, não consigo!).

Assim, acaba por ser um esforço nosso, um grande esforço familiar: na semana que eu fico, o pai trabalha a 12 horas, sobrecarregando a escala de trabalho (com a ajuda dos colegas, que são compreensivos e trocam de boa vontade os horários também para nos ajudar), sendo que passamos pouquíssimo tempo a três, para o pai conseguir folgar na semana seguinte, e assim não acedermos ao apoio do Estado, não haver quebra no rendimento de pelo menos um de nós, e conseguirmos, embora com limitações, estarmos ambos a trabalhar, sempre com as devidas precauções, protegendo-nos o melhor que podemos, tentanto expor a Mariana ao mínimo de risco possível.

Aqui ficam algumas fotos de momentos registados nas últimas semanas:

Por aí, como estão a viver esta fase?
Alguém que se queira juntar a mim e desabafar ❤?
Sabem que "sou toda ouvidos", como de costume.

Espero que estejam todos bem, assim como respetivas famílias. Protejam-se <3.

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