quarta-feira, 19 de setembro de 2018

"O bullying online chegou. E o facebook é o palco principal..."

#@ Escrevo este post em tom de desabafo. Porque este é o "meu cantinho" (nosso) e sinto-me à vontade para tal. Porque escrever me faz bem à alma e me ajuda a desabafar, como já vos disse diversas vezes. E para que quem já tenha passado (ou esteja a passar por issso) saiba que não está sozinho e que, infelizmente, somos muitos a passar pelo mesmo.

Ouvimos falar imenso da palavra bullying, sobretudo no que diz respeito às escolas, às nossas crianças, aos adolescentes e a locais de trabalho. Mas, há um "nicho", digamos assim, cada vez mais crescente de bullying - o da era digital; o de pessoas que se "escondem" atrás de computadores para ofender e criticar outras só porque sim; o da ameaça, julgamento e ofensa nas redes sociais; o dos print screens e da humilhação barata e desmedida, quando tudo poderia ser resolvido com uma conversa em mensagem privada, por exemplo. E o Facebook tornou-se "palco" quase diário, de inúmeras situações destas. Onde tudo parece um circo. Onde tudo é "desculpa" para ofensas. Onde não há post que não tenha alguém a criticar, em vez de ajudar, de esclarecer, de acalmar, de "ouvir"...

Têm sido várias as seguidoras que me enviam mensagem privada a contar episódios e situações em que se sentiram ou foram alvo deste bullying digital, ou em que foi "vivido" por alguém que conhecem. E quem faz parte de grupos no Facebook, por exemplo, vê este "cenário" todos os dias, várias vezes por dia até.

Eu passei por isso recentemente, num dos grupos dos quais sou membro. Partilho não porque pretendo "esmiuçar" o assunto, mas porque a todos nós assiste o direito de resposta, e esta é a minha forma de responder. 
De forma muito resumida, publiquei um post que falava sobre roupas a condizer para mães e filhas, no qual estava uma foto minha e da Mariana. Respeito que não gostemos todos do mesmo, que haja opiniões diferentes, críticas construtivas e algumas dicas ou sugestões, é normal, agora más educações ou gozar com a minha filha não o aceito. Ver giphs com figuras a vomitar ou a "puxar o vómito" pareceu-me demais, tendo em conta que a minha filha estava na foto.
Resolvi não alimentar as críticas que cresciam, e optei por eliminar o post. O MEU post. Que eu escrevi. Que eu posso eliminar. Quando quiser.
Logo de seguida, alguém resolveu publicar um post com os print screens, onde estávamos eu e a Mariana, a mencionar-me, criticar-me e a incentivar discussão e provocação. A minha reação foi a de ignorar, não comentar, "fingir" que não vi, e não dar mais tempo de antena a alguém que não sei muito bem o que pretendia.
No entanto, acompanhei o post, fui seguindo as opiniões, os comentários, as reacções. E, sinceramente, foi com alegria que constatei que a maioria das pessoas não concordava com o que a senhora fez; com a forma provocadora e até mesmo mal intencionada, com o qual ela escreveu o post. Para nada. Por nada. Sem nada a acrescentar. Sem mais valia. Apenas para "gerar polémica". A própria senhora acabou por bloquear os comentários ao post. E eu? Nada. Não fiz nada. Remeti-me ao silêncio. Porque o meu tempo é demasiado precioso para "alimentar" este tipo de não conversa. Para falar sobre algo que não tem cabimento. Porque não vou responder a "ódio" com "ódio". Quem calou venceu - já diz o ditado.

Não quero ofender ninguém com este desabafo, apenas quero deixar esta "mensagem" digamos assim, aos que têm por hábito ser "bullies", para que ao acordarem amanhã, tenham menos vontade de o ser; para que se ponham no lugar do outro, em vez de apontar o dedo, ameaçar ou ofender, e para que pensem mil vezes no impacto e na influência que o que vão dizer/escrever poderá ter na vida da pessoa, na sua auto-estima, na sua forma de se ver e de sentir.
Experimentem; vão ver que "não dói nada". 

Aprendi que é mais fácil ignorá-los do que gastar (ainda mais) energia a tentar mudá-los. Basicamente, não deixo que me afetem: "combato" as críticas com sorrisos; as implicâncias com boa disposição; o negativismo com muita luz e alegria;... Acreditem que não é fácil, mas se repetirem este comportamento várias vezes, "eles" acabam por desistir. Porque o que pretendem é fazer-se notar, dar nas vistas, cair "em graça"... Por isso o "tratamento do silêncio" é tão eficaz: desarma-os, pois não têm com quem "bullir"...
E, no final do dia, vocês estarão melhores convosco próprios, pois não perderam tempo (que é tão valioso) com o que não vale a pena.

Alguém já se sentiu ameaçado, prejudicado ou vítima de bullying virtual? Como lidaram com a situação? Contem as vossas experiências. Além de bem vindas, lembrem-se que poderão estar a ajudar e acalmar alguém que vive o mesmo. Da minha parte, "sou toda ouvidos", como sempre.

Temos encontro marcado no próximo post!

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@Mamã do @Bazar @#

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