domingo, 20 de maio de 2018

"Não, não é hiperatividade. Chama-se saúde... Já ouviram falar?"

#@ Recentemente, fiz um post na página de facebook do blogue, no qual partilhava um episódio que vivi com a Mariana por ocasião do dia da mãe. Muito resumidamente, fomos tomar o pequeno-almoço fora, e depois da refeição ela começou a andar em volta da mesa, cantando e sorrindo, o que gerou olhares e cochichos de reprovação na mesa perto da nossa. Uma senhora, aproximou-se e questionou-me se a "minha filha tinha algum problema, visto que falava muito e não parava quieta?"... Fiquei tão "sem reação", que apenas consegui fazer a minha "melhor careta"; responder "chama-se saúde" e sair porta fora.

O partilhar desta situação, gerou bastante surpresa e indigação junto das mães e pais que acompanham o blogue; foram inúmeros os comentários e mensagens privadas (podem ler o post e os comentários aqui), de tal forma, que senti a "obrigação" de fazer um texto sobre o assunto. 
É impressionante como vivemos numa sociedade que "julga" o que não conhece; que "aponta o dedo" ao que é diferente; que critica o que "sai fora" do considerado normal; e que se "esqueceu" da solidariedade, simpatia e empatia com o próximo... Bem como de que todos os adultos já foram crianças um dia... Pois, é verdade 😜.

Caras pessoas, sim, eu confesso: a minha filha (e a maioria das crianças de todo o mundo!) gosta de correr; saltar; pular; descobrir; cantar; em oposição a estar sentada, quieta, a brincar com um tablet ou a ver televisão. Não tenho nada contra tablets ou televisões; simplesmente prefiro, ar livre; "terra"; passeio. Bem basta durante a semana, que o tempo é tão reduzido para saídas e atividades fora de casa. E mais, sem família por perto, a Mariana acompanha-me (nos) para todo o lado, portanto jantares e almoços completamente em silêncio não há 😉.

Mas atenção, não interpretemos "vivacidade", energia e "irrequietude" com falta de educação; não é disso que se trata. Concordo que há limites. Só, não me parece, que brincar ao "faz de conta" e cantar, num espaço onde todos estão a rir e a falar (muito) alto, seja falta de educação. É, simplesmente, sinal de crianças felizes, bem dispostas, alegres e cheias de energia e saúde...

Espero que da próxima vez que alguém julgar uma mãe (ou uma criança), quer seja homem, mulher, com ou sem filhos, novo ou velho, se lembre que a dada altura, já foi criança e que, certamente, brincar, correr e não estar quieto, também fez parte da sua infância.

Este "alerta" vai em especial para os adultos que não têm filhos, que parecem menos pacientes e tolerantes... E é aos adultos que compete agir de forma racional, e não emocional, porque eles é que são adultos. 
Portanto pessoas: não, os nossos filhos não são hiperativos nem estão doentes, estejam descansados ;). São perfeitamente saudáveis e "têm uma coisa" que é, só assim, das mais importantes na vida: saúde, para dar e vender. Já ouviram, falar 😁?

Mais alguém passou por uma situação semelhante? Quando acontece como reagem? Conseguem ser politicamente corretos ou respondem o que vos "vai na alma"? Experiências e opiniões são bem vindas <3; "sou toda ouvidos".

Até ao próximo post!

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@Mamã do @Bazar @#

2 comentários:

  1. No meu caso foi a escola.... Só passou de hiperativa a ter muita saúde e energia depois de psicólogos e consultas de desenvolvimento...Triste país este que exige das crianças as mesmas serem pequenos adultos quando lhes dizemos tens tempo para ser grande!
    Em que é que ficamos?!
    Sou feliz por a minha filha ter saúde, ser irrequieta, sonhadora, cantora, brincalhona...Tenho orgulho de ter uma filha que tem ao seu dispor tablets, telemóveis, tv's e ainda assim preferir ser criança e pular e brincar e cantar...
    Somos mães de crianças irrequietas e barulhentas mas com muita saúde!
    Beijinhos

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  2. Boa tarde Blog da Mamã... tenho um filho hiperativo e dei por mim a pensar ... Apesar de perceber o seu ponto de vista e tem toda a razão alerto para o perigo de generalizar. Não se pode, somos mesmo todos diferentes... há crianças que de facto, apesar de serem saudáveis têm uma disfunção cerebral que traz um sofrimento íncrivel à criança e família...Por isso nem tanto ao mar nem tanto à terra, a estatística fala em 1 em cada 20 crianças com PHDA e as pessoas nem sequer saberem o que é PHDA é muito perigoso. Assim, acredito que o excesso de zelo não tem problema desde de que os profissionais saibam ser profissionais e estejam cientes dos requisitos para um minucioso diagnóstico. É um excelente tema aliás para uma publicação sua. PHDA é uma realidade e não é de agora mas só agora há diagnósticos..se mais informação for necessária terei todo o gosto em divulgar pf enviem email: lcluisacampos@gmail.com

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"Eu, mãe, também preciso de uma pausa..."

#@ E não, não tenho vergonha ou problema em o admitir. Ser mãe transforma a nossa vida completamente.  Aprendemos o que é amar incondicional...