sábado, 3 de novembro de 2018

"Mamã, sabes uma coisa? O mano vai chegar depois de beberes este copo de água!"

#@ Pois é, parece que fazer/ter um bebé é simples assim. Pelo menos aos olhos da Mariana... Confusos?!? Calma! Eu explico tudo 😋.

Como já partilhei convosco em vários posts (podem ler aqui, aqui e aqui), há algum tempo que a Mariana pede um mano, e a verdade é que em certas alturas, também queremos fazer-lhe a vontade, mas sem família perto e com horários trocados, e alguns receios e anseios da minha parte, o medo vem, muitas vezes, sobrepôr-se ao que desejamos... Mas isso é assunto para outro post...

Ora, um destes dias, antes do jantar, a Mariana veio ter comigo à cozinha e pediu-me um copo de água pois, supostamente, estaria cheia de sede.
Quando lhe dou o copo de água para a mão, diz-me:
"Não mamã, o copo de água não é para mim. É para ti. Ou, melhor dizendo, para eu dar ao papá, quando ele chegar, e depois ele dar a ti."

"A mim filha? Mas eu não tenho sede. E se tiver, bebo quando me apetecer, não preciso de esperar que o pai venha."

"Não mamã, não estás a perceber. O pai tem de te dar o copo de água para tu beberes e depois plim, vai chegar o mano que eu vos estou sempre a pedir."

Arregalei os olhos e devo ter feito uma cara de tal maneira assustadora, que a Mariana não parava de olhar para mim...

"O quê filha? Explica melhor. Estás a deixar a mãe confusa."

"Então mamã, não é nada complicado. Ora escuta com atenção: o papá dá-te o copo de água que tem uma sementinha que ele vai trazer; depois tu bebes tudo muito devagarinho; depois vai tudo para a tua barriga e fica lá; e depois, passado muito, muito, muito, muito tempo, a barriga cresce porque tem um bebé lá dentro, que é o mano que eu peço. E pronto mamã, é assim que nascem os bebés. O professor Luís contou-nos. Não me digas que não sabias?!? Então e eu, não nasci, ora?"

Perante tal explicação tão detalhada, não sabia se devia rir ou chorar... Tive de fazer um esforço enorme para conter o riso, pois ela estava tão convita do que disse, que não a queria entristecer. Apenas consegui balbuciar um: "hmm, está bem. O copo fica aqui há espera do pai".
E ela dirigiu-se para a sala.

Escusado será dizer que, oficialmente, a semana passada, contei à Mariana como nasciam os bebés. Se dúvidas houvessem, naquelo momento dissiparam-se: estava na altura de "ter a conversa".
E devo dizer-vos que correu tudo bem 😄. É impressionante como os nossos filhos nos surpreendem sempre com a sua capacidade de lidar com as situações e de "encaixar as coisas".

Como correu aí em casa a "conversa dos bebés"? Já chegou essa fase ou ainda não? Como contaram aos vossos filhos? Vamos lá a partilhar. Já sabem que "sou toda ouvidos", como sempre.

Até ao próximo post!

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

"Tenho medo de engravidar..."

#@ Sim, é verdade. Muitos de vocês, que me acompanham diariamente, podem achar estranha ou descabida esta afirmação. Alguns poderão até ficar ficar confusos, mas foi o que senti quando decidimos que estava na altura de sermos pais; de aumentar a nossa família; de gerar e dar vida... Já vos explico porquê...

Sempre fui uma pessoa saudável, tirando as constantes amigdalites (que se resolveram com a retirada das amigdalas e endireitar o septo nasal, em Fevereiro de 2017) e as normalísismas doenças da infância. No entanto, pairava sobre mim uma nuvem negra, digamos assim, um medo que tentava disfarçar e esconder; até mesmo "esquecer", e que se manteve "adormecido" até surgir a decisão de ser mãe...

Não é um assunto fácil para mim, mas como vos digo sempre, escrever alivia-me a alma e ajuda a "descarregar" o que trago cá dentro; é como se tirasse "um peso" do peito e ficasse com um alívio imenso no coração. Por isso, tomei a decisão de partilhar convosco a nossa história (minha e dos meus pais), para que o exemplo de força dos meus pais, sirva um pouco de motivação a todos os casais que sofrem a perda de um filho.

Desde que casaram, os meus pais sempre sentiram a vontade de aumentar a família: "pelo menos dois", diziam ambos (cada um com cinco irmãos, percebe-se bem o porquê). Portanto, foi com grande alegria, que receberam a boa nova da primeira gravidez da minha mãe, uma menina, muito desejada e amada, desde o primeiro instante.
A gravidez não foi fácil, altos e baixos, muitos sustos, várias ameaças de aborto, mas correu tudo bem, até a altura do parto. Houve inúmeras complicações, e a bebé acabou por falecer no primeiro mês de vida. E aqui se iniciaria o pesadelo dos meus pais...

Não vou entrar em muitos detalhes, porque é algo demasiado doloroso e da privacidade dos meus queridos pais, mas posso dizer-vos que foram cinco perdas gestacionais; cinco bebés estrelinhas no céu (dos quais dois foi feito funeral); cinco irmãos que não conheci; cinco dores profundas (cujas cicratizes de duas cesarianas (sem contar com a minha)) relembram a minha mãe, cada vez que se olha no espelho; cinco facadas no coração dos meus pais; cinco dores inimagináveis que viveram e ultrapassaram juntos...

Sim, eu sou a sexta gravidez da minha mãe, após anos de dor e sofrimento, quando já tinham desistido de acreditar, quando já tinham medo de tentar, quando os médicos diziam que era loucura passar por tudo novamente. A minha mãe não desistiu. Sacrificou-se. Acreditou. Lutou. Foi uma verdadeira força da natureza. A minha heroína. O amor incondicional que sempre me embalou e carregou no colo. Presente, mesmo estando distante fisicamente. E hoje, aqui estou eu, também mãe, a amar ainda mais a minha mãe e a admirá-la. A ansiar que ela faça parte da nossa vida por muitos anos.

E o meu pai, um Verdadeiro Pai. Presente. Amigo. Cúmplice. A amar. A cuidar. A proteger. A nunca deixar de acreditar. A ter fé, sempre, mesmo quando tudo apontava para o impossível. A carregar a minha mãe no colo, quando as pernas estavam cansadas demais para andar. Um verdadeiro herói. O meu herói. O meu pai.

E agora voltamos ao título deste post, o medo de engravidar... Que eu sentia por tudo o que sei que os meus pais passaram. Que o meu obstetra dizia que não era hereditário. Que o marido garantia que ia correr bem. Que os meus pais me tranquilizavam com palavras de carinho. Sim, eu sabia de tudo isto, racionalmente, mas emocionalmente, a história era outra... E o medo, manteve-se até final da gravidez (embora tenha tudo corrido bem, felizmente); esse medo que me acompanha e também me faz hesitar em avançar para um segundo filho (entre outros que partilhei convosco)...

Não foi fácil falar/escrever sobre esta dor. Mas fi-lo porque espero que ajude e motive todas as mães que passaram pelo mesmo. Para que saibam que não estão sozinhas. Para que nunca desistam. Para que acreditem. Para que a força e o amor nunca vos abandone.
Alguém tem alguma história que queira partilhar/desabafar? Este é o nosso "espaço". E ao desabafarmos e partilharmos os nossos medos, estamos a ajudar-nos💗. Por isso sintam-se à vontade para o fazer.

Temos encontro marcado no próximo post!

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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

“Testemunhos de Mães Reais: "Eu não sou o cancro, eu sou a vencedora... Sou MÃE, acima de tudo sou MÃE...“

#@ São muitos os contatos que recebo através da página de facebook do blogue com testemunhos; desabafos; palavras de incentivo e de carinho; e partilha de experiências de quem nos segue. Algumas destas partilhas são verdadeiras histórias inspiradoras; testemunhos reais, que nos dão a conhecer a verdade nua e crua da vida de uma mãe, sem "pós de fada" ou arco-íris cor-de-rosa. 

Tenho aprendido muito com estas histórias; motivam-me, incentivam-me verdadeiramente a ter vontade de ser mais e melhor. Por isso, decidi partilhá-las convosco, com a autorização de quem mas envia, para que saibam que não estão sozinhas, e para que tenham um pouco mais de inspiração nas vossas vidas (que às vezes faz tanta falta!)...
Assim nasce este novo espaço: Testemunhos de Mães Reais, da autoria de Mães Reais, para Mães Reais. Perfeitamente Imperfeitas. Guerreiras. Cheias de amor para dar.

O primeiro testemunho é o da Mãe Real Andreia. Não há palavras para descrever a força sobrenatural e a motivação que ela nos transmite. Convido-vos a ler. Tenho a certeza que vos vai inspirar <3 também.

"Ao ter a segunda filha, veio inadvertidamente um "terceiro", um linfoma... nesta jornada em momento nenhum abdiquei do maior papel na minha que vida que é o de ser MÃE...
O cancro, os tratamentos tiveram um papel secundário nesta minha missão de ser mãe, por vezes, queria ganhar terreno, por vezes conseguiu ganhar terreno, mas eu depois disse... calma aí porque eu sou MÃE e tu, que és o papão da música de embalar, nada aqui fazes, nada aqui mandas...

Quando estava grávida fiquei desempregada, o cancro veio logo após o nascimento da bebé, no dia que a bebé fez 3 meses começo a quimioterapia do linfoma descoberto na consulta pós parto (a minha estrelinha foi a minha salvação).... Passei o primeiro ano da minha filha a fazer quimioterapia com uma recém nascida nos braços, por vezes sem forças, mas nunca desistindo de ser a mãe das minhas princesas! 

Chorei muito, chorei ao saber o que tinha, sem conhecer a doença, com medo de não estar cá para as minhas filhas, chorei durante dias, chorei com dores, chorei de não conseguir pegar na minha bebé porque o braço dois dos tratamentos ou de não conseguir ir às reuniões da escola da mais velha porque estava sem defesas imunitárias. Mas foi nelas que encontrei a minha força, foi nelas que me agarrei e me permiti lutar e a cada tratamento riscar no calendário aquela etapa para chegar ao fim. Cheguei a ficar internada uma noite, mas consegui fazer de forma que elas nem perceberam. Não escondi nada da mais velha que já entendia o que se passava, mas sempre as protegi e sempre acreditei que ia ficar melhor para as acompanhar.
Fiquei de baixa, decidi fazer o meu próprio projeto, arquitecta de formação, desde sempre ligada às artes, começo por fazer personalizações diversas ligadas ao design.(https://www.facebook.com/homelollipopparty/). Aos poucos tem vindo a crescer o projeto, aos poucos tenho vindo a ter mais produtos para vender e personalizar. 

Quando a vida nos prega uma partida, quando nos tenta fazer uma rasteira, nós lutamos e dizemos "não não, eu sou mais forte!" Aos 35 anos um papão chamado linfoma tentou amedrontar-me, mas eu não deixei!!! Duas princesas, uma com 3 meses quando comecei primeiro tratamento de quimioterapia, outra com 4 anos, dei um pontapé no papão... “Eu não sou o cancro, eu sou a vencedora... “

Entretanto, ao tentar explicar à minha filha de 4 anos o que íamos passar, o que a mãe tinha, lemos algumas vezes o livro do Charlie Brown que relatava o caso de uma menina com leucemia, mas deparei-me com falta de referencias para explicar às crianças como lidar com a Mãe ter cancro. O que para a minha filha mais confusão lhe fez foi o cabelo e por isso, decidi escrever na sua perspetiva com um publico alvo as crianças, “A minha mãe está careca” uma frase que ela tanto disse e eu tanto ouvi dela e dos amigos dela, livro esse ainda por publicar (um projeto por cumprir).
Desejo contar a minha história, partilhar as minhas dificuldades e as minhas conquistas, tenho uma página onde tento ajudar mães com cancro (https://www.facebook.com/groups/maeecomcancro/), mais um projeto em estudo, uma associação para ajudar mães que como eu passam pela doença e precisam de apoio, nem que seja uma hora de babysitting, algo que tanta falta me fez quando eu estava doente...

Porque há cada vez mais com cancro, não estamos sozinhas, somos cada vez mais, mais jovens e mais fortes, para um dia contarmos aos nossos filhos como fomos vencedoras!"

Texto da autoria de Andreia Furtado.

Caso queiram partilhar a vossa história, sintam-se à vontade para me contatar via e-mail: bloguedamamdobazar@gmail.com ou através de mensagem privada na página de facebook do blogue. Será um privilégio.

Até ao próximo Testemunho.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

"E as atividades que a Mariana escolheu foram..."

... o Karaté e a Capoeira 😊!

Lembram-se de ter partilhado convosco, há umas semanas atrás, que estava indecisa quais as atividades extra curriculares em que colocar a Mariana? Na altura, tive dezenas de sugestões e centenas de comentários de seguidoras (muito obrigada por isso! - é essa a essência do blogue: a vossa interação 💜) com dicas e troca de experiências, que foram bastante esclarecedoras, e uma ajuda preciosa.

E, o melhor de tudo, foi que, este ano, o colégio que a Mariana frequenta, optou por fazer aulas abertas de todas as atividades, de forma a que os pequenotes experimentassem e percebessem quais gostam mais. O ano passado já o tinha feito, mas as opções não eram tantas. E estas iniciativas são fantásticas, pois permitem-lhes conhecer mais um pouco de cada uma.

Ora bem, a lista era grande 😁: música; yoga; karaté; judo; ballet; capoeira; hip hop e mini ténis. Na verdade, a Mariana gostou de duas sem contar com o Karaté, que já faz há dois anos: a capoeira e o Hip Hop. Depois de alguma indecisão, lá se decidiu pela Capoeira, o que nos deixou realmente surpreendidos, uma vez que nunca tinhamos falado sobre isso, nem a Mariana conhecia este desporto, mas ela está simplesmente a adorar!

Incialmente, tínhamos pensado em manter a Mariana no Karaté, no colégio, e ela escolher outra atividade fora. Mas depois, quando começamos a ver os horários em comparação com os nossos (meu e do senhor cá de casa), que são trocados, percebemos que iria ser uma "ginástica complicada", e acabamos por pôr essa ideia de parte.
Além disso, há vantagens em fazer as atividades na escola: não temos de estar preocupados com horários ou saídas (ainda mais!) a correr do trabalho para ir levar ou buscar; não temos de dispor de ainda mais (do pouco) tempo das nossas crianças connosco; nãso sobrecarregamos os baixinhos com aulas até tarde; e, em relação ao preço, estivemos a comparar, e, neste caso eram muito idênticos, portanto acabou por ser a melhor solução para todos ☺.

Resta-nos agora esperar, e ver se a Mariana mantém o gosto e a vontade de continuar a fazer Karaté e Capoeira. Para já, diz que adora "gingar" 🤣.
Prometo manter-vos ao corrente, e ir partilhando algumas fotos desta aventura :).

Aí por casa: quais foram as atividades escolhidas? Foi uma decisão fácil ou complicada? Fazem as  atividades na escola ou fora? Contem-me tudo; troca de experiências é saudável e faz bem; e eu "sou toda ouvidos", como sempre 😁!

Até ao próximo post!

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sábado, 20 de outubro de 2018

"Parabéns a ti, companheiro de vida"


#@ Não, este texto não é um declaração de amor, nem sequer uma tentativa de divulgar o nosso amor, o nosso casamento e a nossa relação.
Somos diferentes. Distintos. Discretos. Pouco dados a manifestações de carinho em público. Pouco dados a "gritar" amo-te a todo o instante, a todo o segundo.
Não, não gostamos das mesmas coisas. Não, não vivemos "grudados". Não, não trocamos milhares de mensagens. E não, não somos o "complemento um do outro" - somos o oposto. A tempestade e a bonança; a noite e o dia; o yin e o yang; a certeza e a incerteza; a calmaria e o caos.
E, no entanto, não poderia amar mais ninguém, entregar-me a mais ninguém, querer passar o resto da minha vida com mais ninguém, construir uma família com mais ninguém; sem ser contigo.

Por isso hoje, só hoje, permito-me escrever-te, "em público" esta "espécie de declaração", para te dizer parabéns pelos teus 36 anos (16 dos quais como amigos; 14 dos quais como namorados; oito dos quais de vida em comum). Obrigada por existires, por nos amares e cuidares de nós. Hoje o aniversário é teu, mas somos eu quem agradece ter sido presenteada com a nossa família.
Muito obrigada por me fazeres a mulher mais feliz do mundo, todos os dias. Por me aceitares como sou. Por todos os dias me obrigares a ser melhor, fazer melhor, ter vontade de ser melhor. Pelas brigas e divergências, que tanto me ensinam. Pelas noites de conversa. Pelas madrugadas de confidências. Pelos adormeceres em conchinha e os despertares com sorrisos. Por acreditares em mim, mesmo quando duvido. Por seres um pai presente e dedicado. Por juntos termos gerado o amor maior e mais perfeito do mundo: a Mariana.

Terás o dia e a festa que em tudo combinam contigo: jantar, em família, em Viseu, com aqueles que te (nos) são mais queridos. Discreto; sem grandes alaridos, festejos ou decorações; só pessoas e sentimentos, o que tu valorizas verdadeiramente. Terás-me a mim e à nossa filha, logo pela manhã, a encher-te de beijinhos e abraços, com lutas de almofadas e guerras de cócegas, que sei serão o melhor presente que podes receber.
Não, não haverá festas caras, jantares em locais "in", fotos de sonho ou decorações "xpto". Sim, será um jantar pobre em coisas materiais, mas rico no que verdadeiramente importa: o amor e as pessoas. Os nossos. Nós. 

Não são precisas mais palavras. Nós somos assim: poucas palavras, mas muitos gestos. Em privado. Na nossa casa. Porque a nossa relação é feliz desta forma. Mesmo em horários trocados, estamos em sintonia na vida...
Parabéns meu verdadeiro amor. Que venham muitos mais junto de mim e da Mariana. Com as nossas loucuras e divergências. Com saúde e alegria, felicidade e amizade, cumplicidade e genuidade. E com amor. Muito amor. Sempre amor. Eterno amor. Por amor ❤.
Até ao próximo post. 

@Mamã do @Bazar @#


quinta-feira, 18 de outubro de 2018

"Escolhas da Mariana III: A minha amiga favorita"

#@ Bem vindos à terceira escolha da Mariana. Por motivo de férias, tive de "abrandar" na partilha das escolhas dela, mas estamos de volta a "todo o vapor" e com muitas novidades e coisas lindas para mostrar 😊.

Relembro que tudo o que aqui é dado a conhecer, é escolhido por ela; eu pergunto o que gostaria de mostrar ao blogue, e a Mariana escolhe. Depois, escrevo o texto e partilho convosco. Advinhem lá a quem ela "puxou" este gostinho por comunicar 🤗?

A escolha número três, digamos assim, recaí na nova amiga preferida na hora das brincadeiras: a boneca de pano Louison, uma amiguinha muito fofinha e colorida, que traz consigo uma bolsa de lona, com o seu nome, para poder ser transportada para todo o lado.

A Louison faz parte da coleção Les Coquettes, da Moulin Roty, e vem vestida com um vestido cheio de cor em carmesim vermelho às bolinhas. "Esconde" uma saia florida cor de menta e groselha, e meia-calça turquesa. É simplesmente amorosa 💝, e a Mariana não a larga.

A Louison é amiga na "hora de pintar" e de escrever as letras:
Não falha na hora de dormir:
Adoram cozinhar juntas 😁:
E está presente nas saídas, e na hora do banho também.

A amiguinha de pano foi uma oferta da Ehgoom, uma plataforma especializada na venda de brinquedos, ao mesmo tempo que partilha conteúdo dirigido a crianças, através das sete personagens que a marca criou, e que correspondem a cada uma das sete categorias dos produtos disponíveis na loja online: quarto; faz de conta; música; balancés; madeira; bonecos e construir.
Recentemente, fizemos dois passatempos em parceria, que foram um sucesso e são vários os seguidores que já compraram brinquedos da marca. O vosso feedback tem sido muito positivo: super disponíveis, rápidos e simpáticos, e brinquedos didáticos, cheios de qualidade e que os nossos filhos adoram. Convido-vos a saberem mais na página de facebook aqui e na loja online aqui.

Por aí, quais são os brinquedos favoritos dos vossos pequenos? Algum boneco predileto? Contem-nos tudo; eu e a Mariana "somos todas ouvidos e olhos".

Espero-vos na próxima escolha 😊!

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

"A maternidade afasta os amigos?"

#@ Muito se fala e escreve sobre este tema... Confesso que, antes de ser mãe, não conseguia perceber, nem sequer acreditar, que as amizades mudassem depois de sermos pais; que fosse possível, que algumas pessoas se afastassem, deixassem de "aparecer", de fazer parte. Era algo que me fazia muita confusão, e que dizia para comigo que não iria acontecer. Mas, lá está, como muito que tenho aprendido desde que sou mãe, desta vez também tive de morder a língua (ui, coitadinha "dela" - é com cada mordidela 😋)...

Na verdade, um filho muda muita coisa na vida de um casal - horários, rotinas, prioridades (e até mesmo relações). Apesar de ser o momento mais importante das nossas vidas, não deixa de ser um fato de que muitas coisas se alteram (para melhor, na minha opinião).

O que se modifica (e bastante) é a nossa disponibilidade, enquanto pais, para comparecer a todas as saídas de amigos; jantares de aniversário; idas ao cinema; encontros marcados à última da hora; cafés ao final do dia; fins-de-semana prolongados; "escapadinhas"em grupo.
Não é por mal que deixamos de conseguir ir; muitas vezes até queremos, mas simplesmente não podemos/conseguimos. Quer seja pela questão dos horários; pelas viroses de última hora; porque não temos família perto para deixar os baixinhos e baixinhas e tirar um tempinho para nós a solo, a dois ou em grupo; por motivos monetários (há mais despesas com educação, saúde, alimentação; e o orçamento é mais "controlado"); ou até mesmo por cansaço.

A verdade é que desde que me tornei mãe, muitos amigos e conhecidos deixarem de estar presentes; de dar "notícias"; de fazer parte da nossa vida - sobretudo os que não têm filhos... Posso até mesmo dizer que são poucos os verdadeiros amigos que tenho; que são poucas as pessoas que fazem parte do nosso dia-a-dia.
No entanto não os culpo totalmente. Sei que também tenho a minha "dose de culpa" na balança, pois deixei de estar tão atenta, tão presente, tão disponível; as mensagens começaram a ser respondidas algum tempo depois (dias, às vezes), os telefonemas passaram a ser mais curtos e a minha presença em certos "eventos", digamos assim, tornou-se menos frequente.

Mas também sei que os verdadeiros se adaptaram ao “novo eu", e fazem questão de me procurar, mesmo sabendo que algumas conversas são interrompidas por uma vozinha a chorar ou a chamar "mãeeeee"; mesmo sabendo que a conversa acaba por ir sempre dar ao "mesmo assunto": a Mariana, as peripécias da Mariana, as birras e viroses da Mariana 😊...
Os amigos verdadeiros são mesmo assim: ficam. Sempre. Compreensivos. Atentos. A falar ou em silêncio, conforme nós precisamos. Mais perto ou mais distantes, conforme nós nos sentimos. A ouvir ou a falar, em silêncio ou a gritar. A caminhar ao nosso lado ou a levar-nos ao colo.
Quanto aos amigos que se afastam... Penso muitas vezes: talvez um dia "voltem" quando forem pais...

No entanto, nem tudo é mau. Ter sido mãe, proporcionou-me a oportunidade de conhecer/fazer novos amigos. Amigos esses que me foram "apresentados" pela minha filha; que entraram na nossa vida porque fomos abençoados com o nascimento de um filho; e que gostam dela e se preocupam com ela como se fosse sua (sentimos o mesmo em relação aos filhos deles 💝!). E estes novos amigos, completam o nosso círculo de amizades ❤.

Agradeço aos (poucos) amigos que ficaram sempre perto nesta minha viagem pelo mundo da maternidade. Que mesmo longe, sempre tiveram uma palavra amiga, uma frase animadora, um abraço e um colo quando eu precisei. Aqueles amigos que possa estar muito tempo sem ver, mas que quando reencontro, me "sinto em casa" <3.

Como é convosco e os vossos amigos? Mantiveram as mesmas amizades depois de serem pais? Ou alguns amigos acabaram por se afastar? Fizeram novas amizades através dos vossos filhos? Vamos lá a desabafar e partilhar experiências. Neste "mundo da maternidade" aprendemos uns com os outros e faz bem "deitar cá para fora". Eu, como sempre, "sou toda ouvidos".

Até ao próximo post.

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"Não gosto do que vejo..."

#@ ... Era a frase que mais dizia para mim mesma quando me olhava no espelho. Não o dizia em voz alta. Calava-o. Guardava-o. Reprimia-o. Diz...