quinta-feira, 11 de julho de 2019

"Mamã, eu não sei de qual gosto mais!"

#@ Não, não estamos a falar se gosta mais da mãe ou do pai; longe disso (aliás, sou "daquelas pessoas" que não acha piada nenhuma quando perguntam à Mariana se gosta mais de um ou de outro; "mesmo fora do contexto", não é?). Falo mesmo dos MojiPops 😊. Confusos?!? Calma, já vos explico tudo 😉.

Já há algum tempo que andamos a "trabalhar" as emoções com a Mariana, digamos assim. Pode não parecer à primeira vista, mas ela é bastante tímida e reservada, e quem a conhece sabe bem disso, assim como chora com facilidade (este aspeto temos melhorado muito 😊!).

Na nossa busca por livros e/ou brinquedos que nos ajudassem nesta missão, tornando-a mais divertida e de fácil compreensão à Mariana, lembramo-nos de contar com a ajuda dos Moji Pops. E perguntam vocês, "MojiPops, hmmm, o que são?" 🤗

Ora, de forma muito resumida, os novos amiguinhos cá de casa, são muito especiais: conseguem alterar as suas emoções. Podem estar divertidos; tristes; alegres; zangados; cansados; apaixonados; supreendidos; assustados; entre outros.
Eles adoram expressar o que sentem, por isso cada um tem uma cara com duas emoções. A Mariana pode mudar a cara ou trocá-la para outros MojiPops, brincando, ao mesmo tempo que expressamos o que sentimos e como foi o nosso dia 😍.

Há 48 personagens; cada uma em duas cores diferentes (num total de 96) e 12 faces diferentes, que podemos combinar e criar um mundo muito divertido de emoções. Há também vários cenários, onde podemos "simular" emoções: no cimena; numa festa; numa loja, entre outros.

Para vos ser sincera, eu e a Mariana até costumamos deixar uma de manhã, quando eu e o marido andamos em horários trocados, na mesa do corredor, com a expressão de como correu o nosso acordar nesse dia.

Ora vejam em fotos alguns dos nossos MojiPops preferidos - de vez em quando lá vamos "aumentando" a coleção (e que nos têm ajudado imenso nesta fase de recuperação da entorse):
Como costumo partilhar convosco o que mais gostamos, não podia deixar de vos dar a conhecer estes amigos, que vieram ajudar a dismistificar ainda mais o "tema" emoções, no dia-a-dia da Mariana, bem como a lidar melhor com elas. São da Creative Toys, e podem saber mais sobre eles aqui.
Fica a dica 😊

Aí por casa também há baixinhos e baixinhas tímidos? Como os ajudam a lidar melhor com as emoções? Alguma sugestão que queiram partilhar? Como sempre, "somos todos ouvidos".

Até ao próximo post!

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@Mamã do @Bazar @#

Nota: fiquem atentos. Em breve o blogue e os MojiPops têm supresas para vocês... E mais não posso dizer :P.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

"A Mariana já tem biquini!"

#@ E não é só um, são quatro 🤗: dois biquinis, um trikini e um fato de banho 😁. Yep, "isto" de ser mãe de uma menina é uma autêntica tentação, e não falo só de roupa, mas de TUDO: fios, sapatos, pulseiras, ganchos, meias, malas, e biquinis e fatos de banho, e a lista podia continuar eh eh eh...

Como já "comentei" convosco aqui, tenho alguma dificuldade em encontrar calças que fiquem bem à Mariana, e com os fatos de banho é igual. 
Mas, descobri uma marca que assenta "que nem uma luva" à "Miss Elegância" (isto é, que não precisa de uma parte de baixo mais pequena, nem tem de ser apertado, nem de um numero abaixo): a Tuc Tuc. É verdade que é um pouco mais cara, mas eu aproveito os saldos para comprar (sim, são da coleção passada, mas quero lá saber - compro mais barato, ela adora e eu também!) e nunca me desiludo 😊.. 
São super giros, cheios de estilo, e com muita qualidade (não perdem cor, não ficam roçados, nem manchados pelos protetores solares).

Estes são os eleitos para o Verão de 2019 (que parece ter vindo finalmente "dar o ar de sua graça"!):
E... finalmente, este ano, pela primeira vez, consegui comprar um biquini na Primark, que lhe fica mesmo bem :). Digam lá se não é super giro ;)?
Por aí, os biquinis já estão escolhidos e preparados para iniciar (ou continuar) a época balnear? Quais as marcas preferidas? Aceitam-se dicas e sugestões; "sou toda ouvidos".

Vejo-vos no próximo post!

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quinta-feira, 4 de julho de 2019

"Testemunhos de Mães Reais: "A maldita doença levou-me o meu filho. Mas com ele aprendi a lutar, porque apesar da doença, ele sempre lutou!"

#@ São muitos os contatos que recebo através da página de facebook do blogue com testemunhos; desabafos; palavras de incentivo e de carinho; e partilha de experiências de quem nos segue. Algumas destas partilhas são verdadeiras histórias inspiradoras; testemunhos reais, que nos dão a conhecer a verdade nua e crua da vida de uma mãe, sem "pós de fada" ou arco-íris cor-de-rosa.

Tenho aprendido muito com estas histórias; motivam-me, incentivam-me verdadeiramente a ter vontade de ser mais e melhor. Por isso, decidi partilhá-las convosco, com a autorização de quem mas envia, para que saibam que não estão sozinhas, e para que tenham um pouco mais de inspiração nas vossas vidas (que às vezes faz tanta falta!)...

Assim nasceu este espaço: Testemunhos de Mães Reais, da autoria de Mães Reais, para Mães Reais. Perfeitamente Imperfeitas. Guerreiras. Cheias de amor para dar. E o vosso feedback tem sido tão bom 💜.

Hoje partilho convosco mais uma história; da Diana, Do Miguel, Do Martim, do Amor desmedido, altruísta, verdadeiro.
Uma história de muita força; coragem; dedicação; entrega. Um exemplo de vida, que nos mostra como somos capazes de tudo. Por um filho. Para um filho. Sempre por eles. Sem hesitar.

" Chamo-me Diana. Namorei com o meu marido 10 anos até acharmos que era altura de casar, em 2012. Em Fevereiro de 2014 descobri que estava grávida. Ficamos super felizes. Até fazer a eco do primeiro trimestre...
Fui fazer o exame, mas não estava tudo bem. A bebé tinha um hidroma cistico, ou seja, o coração batia, mas segundo os médicos tinha muitos problemas. Tinha que abortar.
Fui para casa, de rastos, as lágrimas não paravam. Tive de esperar 5 dias para poder fazer o aborto. Foi uma dor horrível. Sempre disse que ninguém merecia passar pelo que eu passei. E sozinha, de madrugada.

Em Outubro do mesmo ano, descobri novamente que estava grávida. Todos os exames até ao fim da gravidez estavam bem, foi uma gravidez "santa".
Até que o meu filho, o meu Miguel nasceu....
No dia 20 de Julho de 2015 foi o dia em que pode pegar no meu filho ao colo. Era lindo. O meu sonho era real. Só que.... porque na vida existe sempre um que. Nessa noite eu achei que se passava algo com ele, mas as enfermeiras não quiseram saber. Até que por volta das 7h vieram buscá-lo e levaram-no de imediato para a neonatologia, onde esteve internado durante cinco dias, após os quais tivemos alta e fomos, finalmente, para casa.
No dia 1 de Julho ligaram do hospital a pedirem-nos para irmos o mais rápido possível para lá, com o Miguel, porque o teste do pezinho tinha dado "alterado"... Fomos a correr. 
Fomos mandados para a maternidade Júlio Dinis, no Porto, onde estivemos internados 16 dias. De 2 em 2h era medida a glucimia do meu filho. Já não tinham mais onde o picar: exames, análises,... Eu estava de rastos, mas por ele aguentei, sem dormir.  Viemos embora, mas sempre a ser seguidos na maternidade. 

Chegou Setembro, e este mês trouxe consigo o "dia da verdade"; o resultado do teste genético: o meu amor tinha síndrome de depleção de DNA, uma doença raríssima. Normalmente, não chegam a nascer, e é uma doença sem cura, ou seja, a primeira infecção que o Miguel apanhasse, poderia ser fatal. E foi....

Apesar de tudo, nunca privei o meu filho de ir onde quer que fosse: foi ao shopping, à praia, ao parque... Sabia que devia estar em casa. Mas o meu Miguel não tinha vindo para estar fechado, não podia partir sem conhecer um pouco do mundo. 
A 24 de Março de 2016, a maldita doença levou-me o meu filho. Mas com ele aprendi a lutar, porque apesar da doença que ele tinha, ele sempre lutou, aprendeu. Até os médicos ficavam admirados. É o meu herói; o meu orgulho.
Em Outubro de 2017 descobri novamente que estava grávida. Fiquei feliz, mas muito receosa, ao memso tempo. Por volta das 13 semanas, tive de fazer uma biopsia para conseguirmos fazer um teste genético ao bebé que tinha dentro de mim, e esperar até às 18 semanas para saber o resultado. 
No final de Novembro esse tão esperado resultado chegou: era um menino e estava tudo bem; não  tinha nada. Foi uma gravidez feliz, mas ao mesmo tempo um pouco vazia. Faltava e continua a faltar o meu Miguel.
O Martim nasceu no dia 9 de Maio de 2018 saudável e perfeitinho.
Contínuo a amar o meu Miguel tal e qual como o amava, ou ainda mais. Porque eu sinto que quanto mais tempo passa desde a sua partida, mais o meu amor; o meu orgulho orgulho por ele aumenta.
Amo os meus filhos."

Testemunho da mãe Diana 💖.

Caso queiram partilhar o vosso testemunho, sintam-se à vontade para me contatar via e-mail: bloguedamamdobazar@gmail.com ou através de mensagem privada na página de facebook do blogue. Se optarem por manter o anonimato, o mesmo será respeitado. 

Lembrem-se sempre: "não tenham medo de partilhar a vossa história, pois não sabem quem poderão estar a ajudar/inspirar" ❤.

Até ao próximo Testemunho 💖.

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domingo, 30 de junho de 2019

"Sónia, tu és feliz?"

#@ Quantas vezes oiço esta pergunta... Acredito que não a façam por mal, e que algumas das pessoas que o perguntem, façam-no porque se preocupam, e tá agradeço o cuidado, mas, não precisam de se preocupar; garanto 😊!

Muitas vezes, o que dizemos (escrevemos) é mal interpretado; é levado ao extremo; é tido pela negativa; quando, na verdade, não é isso que acontece. Quando desabafo dos horários trocados; das correrias; dos stresses; é isso mesmo que é: um desabafo - não se trata de infelicidade, mas sim da nossa realidade, do nosso dia-a-dia, tão igual a milhares de famílias pelo mundo fora...

Infelizmente, a sociedade (não sei se é cultural!) tende a ver as coisas pela negativa; pelo "pior dos cenários"; pelo menos simpático; acabando, na maioria das vezes, por tecer críticas e apontares de dedo, ao invés de mostrar empatia, como seria de esperar.

Quando nós mulheres (ou mães) nos queixamos de cansaço; de falta de tempo; das poucas horas que passamos com os filhos; das muitas horas a trabalhar, seja em casa, seja fora; ou dos "nervos à flor da pele", não queremos dizer que estamos fartas da nossa vida nem que queremos "ir embora", estamos só a desabafar; a aliviar o que temos cá dentro; e não devemos ser mal interpretadas nem julgadas por isso, sim 😉?

Sei que às vezes pode não parecer, mas nós sabemos o que estamos a fazer; nós "damos conta do recado"; estamos exatamente onde devíamos estar e os nosso filhos têm as melhores mães do mundo. Não duvidem disso. 
Por isso, respondo sem medos; peso na consciência; ou hesitação: Sim, sou feliz. Tenho uma família que amo; temos saúde; temo-nos uns aos outros; somos ricos em sentimentos e em amor, que é o que mais interessa.
Sim, sou feliz, imenso até; e lá por "desabafar" o que trago no peito, não significa (nem nunca vai significar) que não dou valor ao que tenho; nem que queira "trocar" de vida.
Simples e direto 😁@

Quem mais sente que não pode "desabar", pois há alturas em que interpretam mal o que dizem? Que há vários dedos apontados a perguntar-vos se são felizes?
Contem-me tudo; "sou toda ouvidos".

Até ao próximo post!

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quinta-feira, 27 de junho de 2019

"Testemunhos de Mães Reais: "Quando perdi o meu filho perguntei muitas vezes (e ainda pergunto) a Deus: "porquê eu?"

#@ São muitos os contatos que recebo através da página de facebook do blogue com testemunhos; desabafos; palavras de incentivo e de carinho; e partilha de experiências de quem nos segue. Algumas destas partilhas são verdadeiras histórias inspiradoras; testemunhos reais, que nos dão a conhecer a verdade nua e crua da vida de uma mãe, sem "pós de fada" ou arco-íris cor-de-rosa.

Tenho aprendido muito com estas histórias; motivam-me, incentivam-me verdadeiramente a ter vontade de ser mais e melhor. Por isso, decidi partilhá-las convosco, com a autorização de quem mas envia, para que saibam que não estão sozinhas, e para que tenham um pouco mais de inspiração nas vossas vidas (que às vezes faz tanta falta!)...

Assim nasceu este espaço: Testemunhos de Mães Reais, da autoria de Mães Reais, para Mães Reais. Perfeitamente Imperfeitas. Guerreiras. Cheias de amor para dar. E o vosso feedback tem sido tão bom 💜.

Hoje partilho convosco mais uma história; a história de Bianca e do seu anjo Afonso.
Uma história de força, coragem e muita aprendizagem. Um exemplo de vida. Um testemunho que nos deixa de lágrima no olho e coração apertado...
Convido-vos a ler.

"Venho dar-vos a conhecer um pouco da minha história (mãe de anjo ,mãe de arco-íris)...
Como tantas outras mães, eu sofri a perda de um filho, ainda na barriga, já na reta final da gravidez (faltava 1 semana para os 9 meses).

Chamo me Bianca, e há dez anos atrás Deus uniu-me ao meu amor eterno Fábio Vargas. 
Fomos-nos conhecendo; o tempo foi passando, e nós cada vez mais unidos, ao mesmo tempo que o nosso amor crescia.

Depois de dois anos de namoro, descobri que estava grávida. Lembro-me como se fosse hoje: sentada, sozinha, num banco de jardim, com o teste positvo na mão, um misto de sentimentos no coração, e só pensava: "Como assim, estou grávida?!? Vou ter um bebé? Vou ser mãe?!?!".
Recordo-me de chorar de medo e de felicidade; de surpresa e anseio; e de receio de contar à minha mãe... 

Mas, já lá diz o ditado "mãe é mãe", e assim que contei à minha que estava grávida, ela abraçou-me, acalmou-me e disse-me que estaria sempre ao meu lado, que não tivesse medo, que ia correr tudo bem, e que devíamos agradecer a Deus, pois um bebé é a maior benção que podemos ter. E eu, senti-me protegida; com força para enfrentar o mundo; e, finalmente, sorri, acariciei a minha barriga, respirando fundo: Vou mesmo ser mãe!".

Quando contei ao Fábio que íamos ser pais, pulou de felicidade; gritou ao mundo inteiro que ia ser pai; que "vinha lá um bebé; "será um menino", dizia ele, sem saber ainda o que iria ser.
Na primeira consulta, fizemos a primeira ecografia e finalmente vimo-lo "ali", naquele ecrã, a preto e cinzento; o nosso bebé era real :). A certeza do Fábio confirmou-se: era mesmo um menino. Carregava no ventre o nosso amor maior: O Afonso Miguel, e não podíamos estar mais felizes!

Vivi uma gravidez calma e tranquila; muito alegre; sem me preocupar com a hora do parto; sempre a aproveitar ao máximo; no seio de uma família feliz e radiante, que fez questão de nos ajudar com tudo; de preparar todos os detalhes com o maior cuidado e carinho. 
Avó, tias(os) e muitos amigos - todos ajudaram a decorar o quarto; a realizar o chá de bebé; a comprar as coisas que o bebé precisava. Tudo perfeito; tudo com muita dedicação.
Cada pontapé era uma alegria! Eu e o marido passamos muitas noites acordados a sentir o Afonso. Bricávamos e díziamos que eu seria a futura "Dolores de Portugal". E o dia de ver e ter o meu amor maior nos braços; de cheirar, beijar e abraçar; de encher de mimos e carinho; de caminhar lado a lado; estava finalmente a chegar. E nós mal podíamos esperar!

Até que a vida nos pregou uma partida no dia 04-02-2012. Nesse dia, não sentia o Afonso mexer, e tive o pressentimento de que algo não estava bem. Pedi à minha irmã que me levasse às urgências, o mais rápido possível.
Ao chegar lá, fui imediatamente transportada para o interior: duas médicas e duas enfermeiras estavam comigo e diziam que não ouviam os batimentos cardíacos do bebé. Rapidamente, fizeram uma ecografia, e uma das médicas deixa a sala em silêncio e outra diz-me, sem qualquer "filtro" ou empatia: "Já não há batimentos cardíacos; o coração do seu bebé parou; ele morreu. Vá para casa e regresse amanhã de manhã às 07h".

Não consigo descrever a dor que senti. Sinceramente, não me recordo muito bem do que fiz a seguir; de como sobrevivi a essa noite; tudo parece uma nuvem branca.... Só me recordo de pensar que não aguentaria tamanha dor, e de estar revoltada, muito revoltada com Deus, por "me ter feito isto"....
Sei que a noite foi de choro e muito sofrimento...
Despedi-me do meu Afonso com as duas mãos na barriga e o meu coração sentiu que ele já não estava lá... 

Além da dor emocional, tive um parto normal - dor física; e o meu Afonso nasceu lindo e grande; prefeito; meu... E tive de o deixar ir....
Nessa noite, no hospital, sofri como nãodesejo a ninguém; por mim, pelo Fábio, pelo Afonso, pela minha mãe, que ao receber a notícia sentiu-se mal e teve de ser internada devido a problemas no coração. 

Perguntei muitas vezes (e ainda pergunto) a Deus: "porquê eu?", porque não concordava; não aceitava; não percebia...
Vivi dias, semanas, meses, cinzentos; e pedi muito a Deus que me desse "uma luz"...
E ele deu: voltei a ser mãe de duas princesas: a Matilde de cinco anos e a Madalena de dois anos, e a dor transformou-se em memórias no coração e amor no peito.
Com este meu testemunho, quero deixar-vos uma certeza: Força, nós somos capazes de tudo <3.!"

Testemunho emocionante da mãe Bianca.

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terça-feira, 25 de junho de 2019

"Ser filho também é andar de coração apertadinho"


#@ Muito falamos (eu incluída) de como as mães ficam de coração apertadinho em todas as situações que envolvam os seus (nossos) filhos, sobretudo as "menos boas" - é natural; são uma parte de nós; a melhor parte; a que nunca queremos que "parta" 💖, mas, e, o ficarmos de coração apertadinho "pelos nossos pais"?... É que também acontece, e já me tinha esquecido disso...

A verdade é que, inconscientemente, acreditamos que os nossos pais são "eternos", e que vão estar sempre "lá", nem nos passando pela cabeça que algo de menos bom poderá acontecer; que a sua idade vai aumentando; que, apesar de serem os primeiros a dar a vida por nós e a protegerem-nos de tudo, dando-nos a sensação de serem Super Heróis, também eles, são frágeis, e têm os seus "limites". E como "dói" tomar consciência disso; caramba, como dói!
Sim, eu sei que "temos de estar preparados para tudo", mas quando algo acontece aos nossos pais, mesmo que seja (felizmente!) só um "susto", parece que ficamos "sem chão"; que somos atingidos por um "abre olhos" muito doloroso, que nos relembra que eles não vão estar sempre "cá"; que não são invencíveis; que são frágeis; e, por mais fortes que sejam, há coisas que não controlam; que não preveêm; das quais não podem "fugir" 😞...

Este "abre olhos" fez-me pensar muito. Os meus pais estão longe; 320km nos separam e, embora nos vejamos pelo menos mensalmente, dei por mim a pensar no quanto perdemos da vida uns dos outros; de quantos momentos, risos e alegrias; conversas e abraços, deixamos de partilhar "à conta" da distância,... 
Dei por mim a sentir um "peso enorme" no peito por não conseguir estar "lá" para eles, se algum dia acontecer algo; se eles precisarem de mim; se ninguém estiver perto... O coração ficou do tamanho de um grão de areia, e o medo aumentou,...
Sermos pais e filhos sem pais por perto é doloroso. Muito. E este "susto" despertou ainda mais a minha consciência para isso. E não estou a saber lidar bem com "isto"...

Quem mais a viver longe dos pais? Mais do que serem pais, também vos custa "serem filhos" longe deles? Como lidam com a situação? Contem-me tudo; além de ser "toda ouvidos", certamente a vossa experiencia ajudará a acalmar o meu coração apertadinho.

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domingo, 23 de junho de 2019

"Mamã, Estou Aqui!"

#@ Não, não é uma chamada de atenção da Mariana à mãe a dizer que "está aqui"; nem tão pouco eu "perdi" a Mariana de vista...
"Estou Aqui"é mesmo o nome de um programa inovador que, através de uma pulseira com um código alfanumérico, permite (via 112 – Número Europeu de Emergência) chegar ao contacto com os pais, educadores ou tutores de uma criança que se encontre perdida, de forma rápida e segura, promovendo o seu reencontro. 
Além disso, se viajarmos para a Europa, a pulseira também está ativa porque a PSP valida esta solução com as restantes polícias da União Europeia. 
E, os nossos dados, são única e exclusivamente geridos pela PSP.

Já o ano passado, tínhamos aderido ao "Estou Aqui" - como a Mariana fez uma semana de praia com o colégio, foram eles a pedir e a dar-nos a conhecer esta excelente iniciativa. Por isso, este ano, assim que tomamos conhecimento que o programa estava "aberto", não hesitamos em pedir novamente uma pulseira para a Mariana.
E cá está ela 😊:
Nós optamos por colocar molas na pulseira, tendo em conta o tamanho do pulso da Mariana, porque assim podemos tirar para lavar, se for o caso, e não corremos o risco de que os nós se desatem e a pulseira caia (e não, ela não tem "força" para conseguir tirar sozinha 😉!). Já o ano passado fizemos assim e correu tudo bem 😊.
As pulseiras destinam-se a crianças entre os 2 e os 10 anos, sendo que o tecido foi desenvolvido para durar até 12 meses, sem perder qualidade. O programa funciona de 1 de Junho de 2019 a 31 de Maio de 2020.

Mas, há também a opção de pulseiras para adultos - programa Estou Aqui Adultos - que foi criado para proteger e dar apoio a quaisquer adultos que possam vir a ser encontrados na via pública em estado de especial vulnerabilidade, permitindo a sua correta identificação e o contato célere com um familiar.
Fica a dica!

E pedir uma pulseira para os baixinhos e baixinhas aí de casa não podia ser mais simples - basta clicarem aqui, preencherem os dados solicitados no formulário; escolherem a esquadra onde pretendem ir buscar; e depois são três dias úteis entre fazer o pedido e a chegada da pulseira ao local que escolherem.
Super descomplicado, não é? E é um gesto que pode fazer toda a diferença; lembrem-se disso. 
Portanto, do que estão há espera para fazer o pedido 😉?
Quem mais costuma pedir a pulseira da PSP? Qual a vossa experiência: recomendam o "Estou Aqui"? Contem-nos tudo; "sou toda ouvidos".

Espero-vos no próximo post!

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"Não gosto do que vejo..."

#@ ... Era a frase que mais dizia para mim mesma quando me olhava no espelho. Não o dizia em voz alta. Calava-o. Guardava-o. Reprimia-o. Diz...