domingo, 11 de novembro de 2018

"Quando chegas ao limite, tens de te afastar"

#@ Acho que, a dada altura, acontece a todos os pais e mães do mundo: o chegar ao limite; o sentir-se cansado e sem energia; com a impaciência no auge; e a tolerância no minímo. E nessa altura, o melhor a fazer é, sem sombras de dúvida, afastarmo-nos...

O "incidente", vamos chamar-lhe assim, aconteceu esta semana: depois de alguns dias a dormir mal e acordar cedo; de horas a fio a trabalhar, em frente ao computador; e de refeições comidas a correr, porque o tempo não chega para tudo, estava exausta. Completamente exausta. 

Ora, após o jantar, e depois de termos estado a brincar (e com o pai a fazer noite), chamei a Mariana para ir lavar os dentes e vestir o pijama. Chamei uma, chamei duas, chamei três vezes, enquanto a esperava na casa-de-banho, e nada; a senhora minha filha, resolveu ignorar totalmente a mãe...
Quando dei por mim, já estava: 
"M-A-R-I-A-N-A anda cá imediatamente! Não gozes comigo!", gritei eu, a plenos pulmões, de olhos esbugalhados, completamente fora de mim, libertando a frustração e cansaço acumulados.

Não demorou nem dois segundos, a ter junto a mim, "uma Mariana" chorosa, supreendida, magoada e estupefata, perante a minha reação. Foi para o quarto, sem dizer palavra alguma, despiu a roupa sozinha, vestiu o pijama e veio até á casa-de-banho fazer chichi e lavar os dentes.

Quando estávamos a ir para o quarto dela, para ler a história e aconchegar, diz-me: 
"Mamã, estou muito triste. Tu gritaste comigo. E eu não fiz nada de mal mamã. Não vim logo porque estava a arrumar os brinquedos para tu ficares feliz, porque eu vejo que tens essa cara triste e cansada, e eu só queria ajudar. Não foste nada minha amiga, não...", e deitou a cabeça na almofada.
Se já me sentia mal com a minha reação, fiquei ainda a sentir-me pior 😓. Tinha o coração do tamanho de uma migalha...

Abracei-a bem forte e demos muitos beijinhos e abraços antes de apagar a luz para ela dormir. Escusado será dizer que, depois de me deitar, no escuro, adormeci a chorar, a sentir-me uma péssima mãe, e um mau exemplo para a minha filha. Não devia ter perdido a calma. Não podia. Tentei convencer-me que sou real, imperfeita, humana, e que todos erramos,...
Mas, o sentimento de culpa, ai esse, carrego-o no coração como um punhal espetado, bem lá no fundo...

Se mais alguma vez "chegar a este ponto de ebuliação", digamos assim, prometi a mim mesma, que vou à janela; conto até dez (ou cem ou mil); respiro fundo, e só quando me sentir "minimamente restabelecida", volto para junto da Mariana.

Já vos aconteceu algo do género? Como se sentiram depois? Não me julguem; sou apenas uma mãe a desabafar. E as mães reais não são perfeitas; são tão apenas mães, a dar o melhor de si, sem pós de fada ou arco-irís mágicos...
Quem se quer juntar a mim e desabafar? Os vossos testemunhos são bem vindos, e eu, "sou toda ouvidos". Hoje e sempre.

Conto convosco no próximo post.

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@Mamã do @Bazar @#

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