segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

"Aceito o meu corpo como é?"

#@ Nunca fui uma adolescente nem uma mulher magra. Sempre fui o que se chama de “roliça” (termo carinhoso que o nosso povo português usa para as mais cheinhas 😉). Mas sempre gostei de mim (uns dias mais e outros menos, admito...).

Um destes dias, ao passar pelo espelho, olhei atentamente para a minha figura; olhar “com olhos de ver”. E percebi que tenho “fugido às fotos”. Ok, tiro “as minhas selfies doidas”, e quem me acompanha no Facebook vai vendo estas “figurinhas”, mas fotos de corpo inteiro, têm sido cada vez mais raras... Isto levou-me a pensar no porquê... Acho que não gosto de me ver com uns quilinhos a mais, das olheiras profundas e da barriguinha flácida...

Eu defendo bastante (e vocês que estão desse lado sabem) o pensamento positivo; a boa vontade; inter-ajuda; aceitarmo-nos uns aos outros como somos; o gostarmos de nós... E depois, estou a fazer exatamente o oposto.... “Fugir de mim” e do meu corpo.  Este blogue é “a minha libertação” de fantasmas; pudores; coisas más; medos; frustações; enfim, a vida real, sem perfeições, porque por aqui não somos nada perfeitos!

Sei bem que a aparência física não nos define; o que “vai lá dentro é que importa”, mas vivemos numa sociedade cruel que julga o exterior, o imediato, a “primeira vista”... Este “cenário” acaba por nos pressionar um pouco (grande!) a viver de acordo com o que é esperado.
Naturalmente, ter um corpo fit, não combina com excessos. Há dias em que somos capazes de tudo: comer de forma perfeita, ir ao ginásio, acordar mais cedo para correr, brincar com os pequenos e falar sempre no tom de voz certo. Mas há outros em que queremos chocolates e amendoins, só temos vontade de comer pão e salgados e enchidos, e não temos paciência suficiente para dar a atenção que os rebentos merecem...

Este blogue, que é um diário, arquiva as várias fases da minha vida. E espero, que esta reflexão, me sirva de lição, e me relembre, nos dias menos bons, o quanto é importante e saudável para a minha auto-estima, aceitar o meu corpo como é (depois de ter sido mãe). E me motive a gostar de mim como sou e a mudar aquilo que não gosto. Por mim, para mim, porque me faz bem. Sem pressões do “mundo lá fora”. Aceitação não é desleixo; lembremo-nos sempre disso.

Mais alguém está comigo? Quem mais se sente “pressionado” pela sociedade “julgadora” em que vivemos? Quem mais sente que tem de reaprender a gostar de si? Toca a desabafar e “a deitar cá para fora”; penso que dou voz a todos quando digo “que somos todos ouvidos”.

Até ao próximo post – até lá é obrigatório olharem-se no espelho e gostarem de vocês; valorizarem-se pelo que são (este conselho também serve para mim!).

Espero-vos aqui ❤.

@Mamã do @Bazar @#

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