terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

"Há dias que termino com a sensação de não ter feito o suficiente"

#@ Sou mãe e tenho um trabalho a tempo inteiro, onde passo 9 a 10 horas por dia. Eu e o marido vivemos em horários trocados. A Mariana é das primeiras a chegar à escola. Tem dias que é das últimas a sair. Há manhãs que são uma correria. Há semanas em que a meio já estou exausta. Há noites em que durmos quatro horas. Há coisas em casa que não são feitas a tempo. Há esquecimentos. Há falhas. Há cansaço. E muitas, muitas olheiras,...

Tento dar o melhor de mim à Mariana; dedicar-lhe o máximo de tempo possível, mesmo que isso implique "deixar algumas coisas para trás"; acordo sempre com um sorriso, mesmo que às vezes me deite de lágrimas nos olhos; incentivo-a sempre a não desistir, a acreditar em si, a rir-se de si; tento ser uma mãe presente (o mais presente possível, porque há dias e semanas em que sou mãe e pai, sobretudo quando o marido "anda no horário noturno); faço "das tripas coração" para que o stress e a pressão dos horários, rotinas e comboios não passe para a Mariana, mas, mesmo assim, há muitos dias que sinto não ter dado o tempo suficiente à minha filha...

Não é fácil ser mulher; não é fácil ser mãe. A pressão que a sociedade nos incute é imensa. Esperam muito de nós. Exigem muito de nós. Pedem muito de nós. Analisam-nos muito. Julgam-nos ainda mais. Esperam que estudemos, tiremos um curso, comecemos a trabalhar, casemos, compremos casa, tenhamos um (ou mais) filho; e, de preferência, magras, esbeltas, sem olheiras, sempre bem arranjadas e com bom ar. Claro que esperam também que façamos tudo isto de sorriso no rosto, sem nos queixarmos, sem questionarmos o que dizem ser "a ordem natural das coisas" - a imagem da mulher perfeita.

Eu nunca tentei ser a mulher ou a mãe perfeita que a sociedade "diz" que tenho (temos de ser). Tento sim ser melhor pessoa, mulher, mãe, amiga, companheira, filha, que sei ser. Tento dar o melhor de mim aos que amo, sobretudo à Mariana, desvalorizando ao máximo as vozes palpiteiras que encontro no dia a dia.
Mas, mesmo assim, há dias em que chego à noite, quando me deito na cama, e que as dúvidas e "aquele" sentimento de culpa pela falta de tempo; por não ter feito tudo o que era preciso; por não ter podido parar mais do que meia hora para sentar no chão e brincar com a minha filha, me vêm fazer companhia, e não é fácil afastá-los...

Ser mulher é tramado. E ser mãe também. Mas não imagino a minha vida de outra forma. Nem poderia ser feliz de outra maneira. Mesmo com estes dias difíceis e desafiadores, chegar a casa e ter a Mariana de braços e sorriso aberto para me receber, supera tudo. Apaga tudo. E afasta tudo, até a culpa de sentir que não me dei o suficiente.

Também vos acontece chegaram ao final do dia a sentirem-se assim? Como lidam com estes sentimentos "menos bons"? Contem-me tudo. Já sabem que "sou toda ouvidos"...

Até ao próximo post!

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@Mamã do @Bazar @#

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