terça-feira, 10 de outubro de 2017

"Será que mães solidárias estão em vias de extinção?!?"

#@ Há coisas que não compreendo, muito sinceramente. Quem somos nós para julgar quem quer que seja? Enquanto mulheres (e mães) não deveríamos "jogar na mesma equipa" e compreendermo-nos mutuamente? Quando é que nos tornamos tão "críticas do próximo" em vez de sermos "solidárias com o próximo"?

Acredito que ninguém é melhor do que ninguém e que não devemos julgar e sim ajudar. Por isso me custa tanto "ver batalhas de mães" ao vivo (ou online) quando "todas procuramos" (e fazemos) o mesmo: dar o nosso melhor enquanto mães e mulheres. Ninguém sabe tudo. É normal (e saudável) procurar a troca e partilha de experências e opiniões. Será que todas as mulheres se esqueceram disso?!?!?

Não há certo ou errado; há sim pontos de vista diferentes: há famílias mais tradicionais e outras mais modernas; mães mais conservadoras e outras mais descontraídas; crianças que dormem a sesta e outras que não; meninas que são "boa boca" e outras que são piscos (como a princesa cá de casa!); meninos que gostam de brincar com carros e meninos que gostam de brincar com bonecas; bebés que dormem a noite toda e outros que acordam diversas vezes; maridos que ajudam em casa e outros que "fogem a sete pés" das lides domésticas; mães que o são a tempo inteiro e mães que trabalham fora o dia todo; casais com horários trocados e casais em sintonia de horários... 

Poderia "ficar aqui" a escrever a noite inteira as muitas diferenças que nos distinguem enquanto pessoas (e pais)... Mas tudo se resume a isto: "Não há formulas mágicas" - o que funciona comigo e com a Mariana pode não funcionar convosco e o vosso rebento; o que para mim é um dado adquirido, para vós pode ser rídiculo. E qual é o problema? Isso não me torna melhor ou pior. Simplesmente somos diferentes. Cada um tem a sua forma de ver (e viver) a vida. É pedir muito que se respeite e ajude em vez de julgar e "apontar o dedo"? 

As "super mães e mulheres" que estão a ler este post pensem nisto: será que podemos ser mais solidárias e menos críticas? Será que da próxima vez que virem uma birra no centro comercial em vez de abanarem a cabeça podem(os) sorrir aos pais para que saibam que "não estão sozinhos"? Quando uma mãe disser que não consegue (ou não quer) amamentar podemos ouvir o porquê antes de julgar? Podemos parar de comparar negativamente o peso, altura, desenvolvimento, linguagem e comportamento dos nossos rebentos e aprendermos positivamente umas com as outras?...

Será que sou só eu a sentir (cada vez mais!) que as mães e mulheres solidárias estão em vias de extinção?  Serei eu a única a notar as competições desmedidas entre mães a tentar "provar" que o seu filho é melhor? Mais alguém que esteja "um pouco cansado" da ausência de empatia e da falta de compreensão? Digam de "vossa justiça"; "sou toda ouvidos". 
Desculpem este desabafo; não quero ofender ninguém, mas há alturas em que "tenho de deitar cá para fora". 

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"Vemo-nos" no próximo post 😊.

@Mamã do @Bazar #@

6 comentários:

  1. Estou de pé aplaudindo!!!
    Sim, as mulheres solidárias estão em instição. Uma pena, já que já tanto contra nós e se não nos unirmos, que nos ajudará?

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    1. Sem dúvida Jeanne. Espero que este post dê que pensar pelo menos. E que algumas atitudes sejam revistas e mudadas. Que haja respeito e compreensão entre nós todas. Beijinhos

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  2. Olá pois é Sónia eu partilho da mesma opinião que tu e sabes eu sempre que vejo uma criança a fazer birra no supermercado sorrio mesmo (LOL) e quando vou com os meus filho tenho uma táctica normalmente são crianças como o meu filho 4 aninhos + - o meu filho pergunta logo o que foi? (intrometido hehe ) e das 2 uma ou acalma se e arranjam ali uma conversinha ou a criança que faz birra agarra se aos pais com vergonha de ser abordada por outra ;) já ao contrário quando é o meu a fazer birra vejo me aflita LOL. A coisa que mais detesto é ouvir comentários tristes de outras pessoas nas filas muitas de mães e pais que parece que nunca passaram por situações menos agradáveis. o problema é as pessoas querem mostrar que são perfeitas mas o que é perfeito para uns não é para outros ninguém tem de criticar eu reajo muito mal e como sou desbocada as vezes não corre bem para os (as) linguarudas desculpa a expressão .

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    1. Olá Vânia. Revejo-me nas tuas palavras. Geralmente também sou a mãe que sorri nas birras, embora quando é a princesa a fazer birra já tenha levado com olhares e abanares de cabeça. Mas ignoro. Espero que este post dê que pensar... Beijinhos e obrigada pela companhia 😊

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  3. Só vi hoje este post.eu também sorriu nas birras, tanto nas qe vejo como masque a minha mais velha faz. Não me importo minimamente com olhares ou comentários mas a sensação com que fico é que naquele momento estou a incomodar alguém. Porque a verdade é mesmo quem não se pronuncia verbalmente, fã ló através de expressão corporal. Obrigada pela dica vou ver se a minha filha também se intromete, assim numa próxima pode se que alguém se intrometa com minha 😂... Ainda no outro dia comentei numa página algo do género que às vezes tinha que recorrerá palmada. Fui martirizada, com comentários infelizes de algumas pessoas. Optei por nunca mais comentar nada nesse grupo. Aí se vê que as mães solidárias não existem ou são mesmo uma minoria. Ninguém tentou perceber o porquê de recorrer a palmada, apenas julgaram o que disse. Entre outras situações, estas são algumas... Haja paciência...para os mais pequenos o resto não importa 😉

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    1. Boa noite Cátia,
      Apenas hoje me apercebi do seu comentário <3.
      Obrigada pelas palavras sábias. Fique por aqui e vá seguindo o blogue. É muito bem vinda ;)

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